O que é anamnese

Para compreender o conceito de anamnese, é necessário retornar ao passado. A origem etimológica desta palavra remonta ao grego e está intrinsecamente ligada à recordação e à ato de evocar lembranças. Na antiguidade grega, a anamnésis era mencionada no contexto das memórias e das lembranças que podiam ser resgatadas.

Ao longo dos séculos, a anamnese tem persistido como uma prática cotidiana, adaptando-se aos avanços e às novas formas de vida e comportamento nas sociedades modernas e contemporâneas. Atualmente, ela é amplamente reconhecida e empregada no campo médico, desempenhando um papel crucial nas análises, avaliações de pacientes e no estabelecimento de diagnósticos.

De maneira prática, podemos descrever a anamnese clínica como uma forma de entrevista conduzida por profissionais de saúde junto aos pacientes. Durante esse processo, várias questões são formuladas com o objetivo de elucidar a situação do indivíduo em questão.

Adicionalmente, é fundamental que o médico possua sensibilidade e um discernimento analítico aguçado para determinar quais perguntas são pertinentes e qual é o momento ideal para fazê-las. O profissional também deve estar atento ao comportamento do paciente, avaliando se ele é introspectivo ou comunicativo, se consegue expressar seus pensamentos facilmente ou não.

A anamnese do paciente transcende a mera sequência de perguntas fechadas, representando uma troca de informações e um processo dialético destinado a desvendar os aspectos que estão afetando a vida do paciente.

Para que a anamnese serve

A anamnese detém uma importância fundamental no contexto da saúde, especialmente no âmbito médico, psiquiátrico, psicológico e demais especialidades, pois se configura como a principal ferramenta para compreender as queixas apresentadas pelo paciente.

É inegável que a era contemporânea dispõe de vasta tecnologia: uma diversidade de dispositivos que conduzem diversos tipos de exames, aparelhos capazes de mensurar do topo da cabeça até a ponta dos pés, desempenhando um papel extremamente relevante na manutenção e tratamento da saúde das pessoas.

No entanto, mesmo com todo esse avanço tecnológico como base, a sensibilidade, a perspicácia analítica, a habilidade perceptiva e a capacidade de fazer as perguntas adequadas para obter respostas continuam insubstituíveis no cerne da interação entre médico e paciente, na conexão íntima que o profissional deve cultivar com aquele que busca assistência.

Precisamente essa abordagem, esse método de interação com o paciente, ou seja, a anamnese, efetua uma diferença ímpar para direcionar os próximos passos, como a solicitação de exames, a encaminhamento a outros especialistas e a prescrição de medicamentos específicos, entre outras ações.

Como se faz uma anamnese?

Não se limita a compreender o significado da anamnese; é essencial compreender como realizá-la. Nesse contexto, a anamnese completa se inicia com uma série de perguntas direcionadas ao paciente, abrangendo aspectos como sua identidade, ocupação e idade.

Esta fase geralmente ocorre durante a triagem, em que se mesclam a anamnese e o exame físico, englobando medições de pressão arterial, oximetria e consultas sobre dados pessoais como nome, endereço, idade, contato, estado civil, gênero e profissão. Essas informações constituem a base da comunicação entre o médico e o paciente.

Posteriormente, no consultório médico, adentra-se nas questões relacionadas à condição do paciente, seus sintomas, sensações e desconfortos. O profissional pode empregar perguntas pré-elaboradas e também registrar as narrativas do paciente. Com base no relato apresentado, o médico formula questionamentos que se integrem ao contexto.

Logo após compreender a situação do paciente, torna-se crucial investigar o histórico da enfermidade, indagando sobre o início dos sintomas, circunstâncias desse período, experiências traumáticas ou desafiadoras, enfim, uma anamnese que abranja o contexto histórico.

Quais são os três tipos de anamnese?

A abordagem de anamnese adotada pelo médico pode variar dependendo da situação, apresentando-se como ativa, mista ou passiva, ou alternando entre elas conforme a necessidade.

O objetivo primordial consiste em coletar uma anamnese abrangente, obtendo um conjunto máximo de informações pertinentes acerca da saúde do paciente.

Com vistas a garantir um diagnóstico preciso e um tratamento adequado.

A seguir, exploraremos o funcionamento dos três exemplos de anamnese, os quais também são referidos como os três tipos existentes. Acompanhe para entender melhor!

Ativa

Na modalidade de anamnese ativa, são as próprias informações sobre a saúde do paciente que emergem. O médico conduz questionamentos diretos, buscando respostas abrangentes e exatas por parte do paciente.

Assemelha-se a um diálogo no qual o paciente traça um panorama de seus sintomas, revelando sua manifestação, evolução ao longo do tempo e qualquer outro aspecto significativo sobre sua saúde. O próprio paciente conta a narrativa da enfermidade em suas próprias palavras, como se fosse.

Mista

A anamnese mista é um procedimento que engloba a participação ativa do paciente aliada à obtenção de informações complementares pelo médico.

Nessa abordagem, o médico continua formulando questionamentos diretos.

Porém enriquece as respostas do paciente com informações adicionais provenientes de exames físicos, análises laboratoriais ou registros médicos anteriores.

O médico pode realizar uma investigação mais profunda de certos aspectos, solicitar exames específicos ou explorar sintomas e histórico médico com maior minúcia.

Passiva

Através da anamnese passiva, o médico adquire dados relativos à saúde do paciente sem seu envolvimento direto. Esse cenário se configura quando o paciente é incapaz de comunicar as informações necessárias, seja por inconsciência, grave enfermidade, tenra idade ou quaisquer outros motivos.

Nessas circunstâncias, o médico necessita confiar em informações provenientes de familiares, amigos, acompanhantes ou registros médicos arquivados. É uma analogia ao ato de montar um quebra-cabeça, reunindo informações de múltiplas fontes a fim de compreender a situação do paciente.

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